Em resposta a Passos Coelho. Montenegro diz que PSD é "imperturbável face a ruídos menores"

Em resposta a Passos Coelho. Montenegro diz que PSD é "imperturbável face a ruídos menores"

O líder dos social-democratas já votou nas eleições diretas do partido. Luís Montenegro é o único candidato à presidência e segue, assim, para um terceiro mandato.

RTP /
Manuel Fernando Araújo - Lusa

Em resposta às críticas de Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro disse aos jornalistas que o PSD não se deixa perturbar por ruídos menores.

“O PSD está muitíssimo bem e recomenda-se. É um partido motivado, mobilizado e focado naquilo que é mais importante”, disse o primeiro-ministro aos jornalistas na secção de voto em Espinho, acrescentando que partido é “imperturbável face a ruídos menores”.

A declaração foi interpretada como uma resposta a Passos Coelho, que teceu duras críticas ao Governo e não vota nestas eleições do PSD.

Sem explicitar a quem se dirigia, Passos Colho comparou, esta semana, os “políticos postiços” – que querem agradar a todos ainda mais do que os populistas – a “prostitutos sem caráter”, além de apontar falta de ritmo à atividade governativa, numa conversa pública com o líder do Chega, André Ventura. 
Luís Montenegro votou ao início da tarde deste sábado nas eleições diretas do PSD, nas quais é candidato único à presidência do partido.

Estas eleições estavam previstas para setembro, mas Montenegro propôs que fossem antecipadas para que se apresentasse quem tivesse um "caminho diferente e alternativo".

As eleições diretas decorrem em todo o país até às 19h00. Serão também eleitos os delegados ao Congresso Nacional do partido, que está marcado para 20 e 21 de junho em Anadia, Aveiro.

Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que derrotou com mais de 72 por cento dos votos o antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva. Em setembro de 2024, foi reeleito sem oposição com 97,45 por cento dos votos.

Na moção com que se recandidata à liderança do partido, intitulada “Trabalhar - Fazer Portugal Maior”, Luís Montenegro diz que manterá o compromisso de “não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS”, mas considera ser absurdo falar de “cercas sanitárias” no Parlamento.
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